Dissertation Writing service Buy Dissertation Online essay writing service cheap essay writing Egressa do PPGE tem artigo aceito nos Anais da Academia Brasileira de Ciências | Programa de Pós Graduação em Ecologia

Egressa do PPGE tem artigo aceito nos Anais da Academia Brasileira de Ciências

A egressa, Leidiane Pereira Diniz, tem artigo oriundo da sua dissertação de mestrado aceito na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências (Annals of the Brazilian Academy of Sciences). O artigo é intitulado “Non-predatory mortality of planktonic microcrustaceans (Cladocera and Copepoda) in neotropical semiarid reservoirs”, e pode ser considerado como um dos primeiros estudos de mortalidade planctônica em águas continentais brasileiras. O artigo possui a co-autoria do seu orientador, o Prof. Mauro de Melo Júnior (UFRPE), e dos professores Elton José França (UFRPE/UAST), Claudia Costa Bonecker (UEM, PR) e Catarina da Rocha Marcolin (UFSB, BA). Nesse estudo, os autores analisaram a taxa de mortalidade (d-1) e a proporção de microcrustáceos mortos (%), em três reservatórios com diferentes usos e impactos, localizados na Caatinga de Pernambuco (Serra Talhada, bacia do Pajeú), entre 2015 e 2016. De acordo com os autores, o despertar para esse trabalho foi oriundo de estudos anteriores que mostravam que a fixação das amostras em formol, frequentemente utilizada nos trabalhos de zooplâncton, podem gerar informações ecológicas tendenciosas, já que não permite a distinção dos organismos que estavam vivos ou mortos no momento da coleta.

Apesar dos autores terem concluído não haver uma superestimação da abundância dos microcrustáceos, quando se utiliza as técnicas tradicionais de fixação com formol, ao contrário do esperado, foi possível constatar que desconsiderar os microcrustáceos mortos pode fornecer interpretações ecológicas errôneas. A abundância das espécies fixadas com formol (ou seja, considerando os métodos tradicionais) foi correlacionada com descritores limnólogicos distintos da abundância que desconsiderava os organismos mortos (considerando a metodologia do azul de anilina, corante responsável por distinguir vivos e mortos nas amostras).

Além disso, através de um experimento que realizaram em laboratório, observaram que as espécies podem levar até 16 dias, após sua morte, para atingir a decomposição completa da sua carapaça. Assim, se a coleta for realizada poucas horas após a morte dos microcrustáceos não será possível fazer a distinção usando apenas o formol. Por isso, os autores sugerem a necessidade de mais estudos considerando a mortalidade dos microcrustáceos, principalmente em escalas temporais maiores, para melhor estabelecer os padrões de taxa de mortalidade em ecossistemas aquáticos continentais. Este estudo é complementar a outro publicado na mesma revista, em 2017 (clique aqui).